segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Ninguém é igual a ninguém

Motivos para os quais a palavra esquisito ou esquisita me enervam...

Todo mundo deve já ter ouvido a frase "Cada um tem seu estilo" pelo menos uma vez na vida.
 O incrível é ver pessoas repetindo, mas mesmo assim chamando fulano ou cincrano de esquisito. A ignorancia deve ser virtude para essas pessoas, por que, se pararem para analizar, essa frase é como sinônimo de: Ninguém é igual a ninguém.
 Pode ser que os hábitos de qualquer um sejam fora do comum nos invariáveis pontos de vista, mas para eles (os caras que você ou alguém já chamou de "esquisito") é normal. Ou seja. Ser normal é algo indefinido. O normal para uma região pode ser andar com elegancia, pronunciar palavras de acordo com a gramática, como para outros pode ser passar o dia na praia tomando litros de alcool e sei lá para outro sair catando lixo no chão por diversão (sem ofensas a essas pessoas de ambas culturas).
 Talvez, sair rotulando os outros seja confortável, mas, e a si mesmo?
 As pessoas não saem dizendo 'nossa, eu sou esquisita'(na verdade sim, eu e minhas amigas, mas, as pessoas que estou falando não).
 Também nos filmes, o personagem reclama "Eu só queria ser normal". Afinal, meu caro, o que significa ser normal para você? Fazer parte do cotidiano? Não ser "esquisito'?
 Por favor. Ninguém quer ser ninguém. Ninguém quer ser mais um na multidão. Pelo menos um pequeno brilho diferencial. Mas, voltando ao assunto primordial já comentado: isso torna-te esquisito.
 Meu papo é filosófico demais, cara. É melhor eu parar por aqui.

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